Sunday, 21 de April de 2019

Vida Plena

Bem estar, qualidade de vida, alegria. Saúde, paz interior, equilíbrio corpo-mente-alma. Zen e Amor

Valquiria Moreira | valquiriamoreira@ogirassol.com

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A experiência em terras geladas que me trouxe mais sobre a plenitude que aquece a humanidade!

28 Jan 2018    18:03    alterado em 28/01 às 18:03
A experiência em terras geladas que me trouxe mais sobre a plenitude que aquece a humanidade!

Fantástica, inusitada, incrível! Nem seu eu usasse todos os adjetivos que existem, poderia exprimir a intensidade e a energia que se sente ao colocar os pés no solo brasileiro da Antártica. Me senti uma grande desbravadora ao receber o convite e me preparei para viver essa missão intensamente.

 

Primeiro desafio: vencer as baixas temperaturas. Apesar de pleno verão, não é hábito de tocantinense estocar roupa de frio. E que frio! Previsão de 5 a 10 graus negativos!

 

A Estação Brasileira na Antartica é uma realidade provocada por um acordo internacional firmado há mais de 40 anos e que divide o território do Polo Sul entre os países exploradores, mas apenas garante a ocupação para a nação que realmente se estabeleça no espaço verdadeiramente.

 

No processo de ocupação, um incêndio danificou imensamente as instalações da Base Brasileira, mas as pesquisas aprovadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) não foram interrompidas. A seriedade e compromisso profissional garantiram que as teses de mestrado e doutorado tivessem continuidade.

 

No avião, estavam pesquisadores que ficarão de 30 dias a um ano na base, técnicos de orgãos federais e das forças armadas, engenheiros que vistoriam a estação, pilotos veteranos, mas em treinamento em uma pista curta, em lugar no mínimo exótico e coberto de gelo. Também uma carga preciosa com mantimentos, equipamentos e medicamentos, além da missão de resgatar os pesquisadores que já venceram seu tempo em campo e necessitam retornar para casa em segurança.

 

Mas o que tem toda essa aventura com nossa coluna Vida Plena? Muito! Vamos lá: ao descer do avião Hercules e pisar no solo coberto de gelo, fiquei muito emocionada! Um sentimento imenso de gratidão àqueles que vão além dos seus limites em busca de respostas para um espírito inquieto. A neve que parecia cortar o meu rosto, o vento congelante e forte que determinava a direção de meus passos, me fizeram perceber a imensidão da generosidade divina que permite, em um espaço imenso, que pessoas de diferentes nacionalidades se encontrem, troquem experiências e descubram que juntas sempre conseguem mais.

 

As diferentes línguas faladas não foram e não são barreiras para o desenvolvimento. Nos espaços de convivência, observamos a riqueza da diversidade. E quando se pensa e se age em prol da humanidade, os interesses individuais passam para um segundo plano.

 

No retorno, mais surpresas, já que acreditei que as pessoas que voltariam conosco estariam estressadas pelo isolamento. Grande engano! Nos semblantes, muita tranquilidade e sensação de dever cumprido. Uma delicadeza e paciência em relatar os acontecidos e as surpresas que as descobertas oferecem.

 

Entendo que a ficamos em estado de plenitude quando percebemos que apesar de sermos muito pequenos no reino da criação, somos imensamente agraciados com a bondade e com a possibilidade de aprender a conhecer a perfeição do pensamento divino.

 

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